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Neste espaço, você pode consultar as respostas para as dúvidas mais frequentes sobre instalações elétricas.

 

Não. Essa seção nominal não deve ser confundida com seção geométrica (área da seção transversal).

A seção nominal está vinculada ao seu valor máximo de resistência elétrica a 20º C (ohm/km)e, em muitos casos, também é complementada por outras características, como quantidade mínima de fios ou diâmetro máximo dos fios que compõem.

A seção nominal é dada em milímetros quadrados, de acordo com o padrão IEC (International Electrotechnical Commission ou Comissão Eletrotécnica Internacional), sendo caracterizada pela norma NBR NM 280, em função da Classe do condutor.

Depende da utilização. A única diferença que existe é a flexibilidade, pois a capacidade de corrente é a mesma, ou seja, um fio 1,5 mm², um cabo 1,5 mm², ou um cabo flexível 1,5 mm², possuem a mesma capacidade de condução de corrente.

Resumindo, a capacidade de corrente é a mesma para as mesmas seções nominais, independentemente da classe do condutor.

O que vai definir a classe a ser utilizada é a aplicação e/ou a preferência do projetista ou instalador.

Sim, existe. A cor azul clara deve ser utilizada para os condutores neutros, e os condutores nas cores verde ou verde/amarelo, também conhecidos como Brasileirinho, devem ser utilizados para o condutor terra. As demais cores possuem uso livre. Essa regra é dada pela norma técnica NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão.

De acordo com a norma técnica NBR 5410, a seção mínima para as tomadas de uso geral é 2,5mm² e para os circuitos de iluminação é 1,5mm². Não há problema em utilizar uma seção nominal superior; ela só não pode ser inferior.

A classe define se o condutor é um fio, cabo (rígido) ou cabo flexível.
A Classe 1 representa o fio sólido, a Classe 2 designa os cabos rígidos.
A classe 4 e 5 representam os cabos flexíveis, sendo a Classe 5 mais flexível que a 4, mas nem sempre essa diferença é perceptível.

Regime permanente: 70 °C
Regime de sobrecarga: 100 °C
Regime de curto-circuito: 160 °C

É só utilizar a tabela de conversão abaixo, que representa a conversão da norma EB-98, que já foi cancelada e substituída, para a NBR NM 280 que é a norma vigente, ambas emitidas pela ABNT.Essa tabela não é válida para a conversão baseada nas tabelas NEC - National Electrical Code, que segue o padrão americano.

Tabela de Conversão

AWG

mm²

20

0,5

18

0,75

16

1

14

1,5

12

2,5

10

4

8

6

6

10

4

16

2

25

1

35

1/0

50

3/0

70

250

95

300

120

350

150

500

152

600

240

800

300

Extraída da norma NBR 5410:2004, a tabela abaixo descreve a capacidade de corrente, em ampéres (A), para condutores de cobre com isolação de PVC (70°C), para os métodos de referência B1 e B2.

B1: Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria.
B2: Cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em alvenaria.

SEÇÃO NOMINAL
mm²

B1

B2

2
CONDUTORES
CARREGADOS

3
CONDUTORES
CARREGADOS

2
CONDUTORES
CARREGADOS

3
CONDUTORES
CARREGADOS

0,5

9

8

9

8

0,75

11

10

11

10

1

14

12

13

12

1,5

17,5

15,5

16,5

15

2,5

24

21

23

20

4

32

28

30

27

6

41

36

38

34

10

57

50

52

46

16

76

68

69

62

25

101

89

90

80

35

125

110

111

99

50

151

134

133

118

70

192

171

168

149

95

232

207

201

179

120

269

239

232

206

150

309

275

265

236

185

353

314

300

268

240

415

370

351

313

300

477

426

401

358

400

571

510

477

425

500

656

587

545

486

Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%, mas quedas de tensão maiores são permitidas para equipamentos com corrente de partida elevada, durante o período de partida, desde que dentro dos limites permitidos em suas normas respectivas.

Abaixo está a tabela de queda de tensão para produtos isolados em PVC 70 °C e temperatura ambiente de 30 °C, instalados conforme método de referência B1.

Seção nominal (mm²)

Queda de tensão para cos Ø = 0,8 (V/A.km)

Conduto não-magnético

Conduto Magnético

 

Circuito monofásico

Circuito trifásico

1,5

23,3

20,2

23

2,5

14,3

12,4

14

4

8,96

7,79

9

6 6,03 5,25 5,87

10

3,63

3,17

3,54

16

2,32

2,03

2,27

25

1,51

1,33

1,5

35

1,12

0,98

1,12

50 0,85 0,76 0,86

70

0,62

0,55

0,64

95

0,48

0,43

0,5

120

0,40

0,36

0,42

150

0,35

0,31

0,37

185

0,30

0,27

0,32

240

0,26

0,23

0,29


Queda de tensão (V) = queda de tensão tabelada (v/a.km) X corrente do circuito (A) X comprimento (km)
Queda de tensão em % = Queda de tensão (V) / Tensão do circuito (V) X 100

O Policloreto de Vinila, conhecido como PVC é um derivado do petróleo e do cloro. A temperatura de operação do PVC utilizado no isolamento dos condutores elétricos em regime permanente é de 70ºC, a temperatura limite de sobrecarga é 100ºC e a temperatura limite de curto-circuito é 160ºC, mas há compostos de PVC fabricados para temperaturas superiores.

Conforme a norma NBR 6251: 2012, o composto HEPR é um composto isolante à base de copolímeros etilenopropileno (EPM) ou de terpolímero etilenopropilenodieno (EPDM), de alto módulo ou composto de maior dureza, utilizados em cabos com qualquer tensão de isolamento. O HEPR é considerado um composto termofixo e trabalha em regime permanente a 90ºC, com temperatura limite de sobrecarga é 130ºC, e sua temperatura limite de curto-circuito é 250ºC.

A poliolefina é um composto com base em Polietileno (PE), Espuma Vinílica Acetinada (EVA), Polipropileno (PP) e derivados. Possui carga mineral e hidróxido de alumínio ou hidróxido de magnésio. Sua aplicação está ligada diretamente a condutores elétricos que na presença do fogo possuam um comportamento diferente do PVC. Suas principais características nessa situação são baixa emissão de fumaça, ausência de halogênio e ausência de gases tóxicos, além de ser retardante ao fogo, ou seja, ele não propaga o fogo. As temperaturas de operação do cabo isolado em Poliolefina são as mesmas dos cabos isolados me PVC.

As Normas Técnicas são desenvolvidas no mundo todo por diversas entidades, sendo que no Brasil as normas são emitidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e possuem sua validade em todo território nacional.

As Normas Brasileiras são elaboradas e utilizadas voluntariamente. Elas apenas tornam-se obrigatórias quando exigidas pelo poder público, como é o caso dos produtos certificados com a marca do INMETRO, que devem atender as normas técnicas específicas descritas nas portarias do INMETRO.

A norma NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão é a norma que rege o projeto, a instalação e a manutenção das instalações elétricas de baixa tensão, que é aplicada em circuitos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada, com frequência inferior a 400 hz, ou inferior a 1400 V em corrente contínua. Esta norma foi elaborada pelo CB-03, pela Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de Baixa Tensão e sua última revisão teve vigência a partir de 31 de março de 2005.

O objetivo principal da norma NBR 5410 é estabelecer condições mínimas para as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, seu funcionamento adequado e a conservação de bens.

Estas instalações elétricas podem ser residenciais, comerciais, industriais, públicas agropecuárias, etc, incluindo as instalações de edificações pré-fabricadas, sendo áreas internas ou externas.

Cabos isolados são condutores que possuem uma única camada extrudada, ou seja, possui apenas uma camada de isolamento. Essa camada pode ser de PVC, HEPR, XLPE ou poliolefina.

Cabos unipolares são os condutores formados por 2 camadas extrudadas, sendo a camada interna chamada de isolamento e a camada externa chamada de cobertura.

Os cabos multipolares são cabos isolados que após sua reunião e torção de veias recebem uma única cobertura. Já os cabos multiplexados são cabos isolados reunidos e torcidos, mas sem cobertura.

O principal metal utilizado para condução de energia elétrica em baixa tensão é o cobre, pois sua principal característica é a elevada condutividade elétrica, mas para isso ele precisa ser puro.

A pureza do cobre para fins elétricos deve ser de no mínimo 99,9%, de acordo com a norma técnica NBR 14733:2001 Vergalhão de Cobre para Uso Elétrico - Requisitos. Essa pureza permite que a condutividade mínima seja de 100%, como determina o padrão IACS - International Annealed Copper Standard.


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